Sou feito de pedaços: pedaços de vida, pedaços de pessoas, pedaços de experiências, pedaços de amores, pedaços de raiva e tantos outros sentimentos. Alguns pedaços desequilibrados tentando acertar no peso. Uma bagunça organizada onde me conheço um pouco a cada dia mais e conheço os outros, que também vão me conhecendo aos poucos. Um emaranhado de inspirações feitas de perdas e ganhos. São muitos pedaços.
Mas só existe uma forma de me abraçar: Por inteiro. Com todos os pedaços num abraço só.
Se tentar abraçar só um pedaço, não terá nada porque se tento abraçar só um pedaço, me perco.
Quem quiser me abraçar, me abrace por inteiro, cada pedaço, se tornando assim também um pedaço de mim.
quarta-feira, 20 de março de 2013
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Gurí
Havia um menino cujo o nome ninguém sabia, mas todos o chamavam somente de "Gurí", ele era conhecido por sua cantoría. Gurí era alguém que na verdade não era ninguém mas chamava a atenção de todos com sua voz, não só porque era bela, mas porque trazía sentimentos nela.
Ele costumava sentar embaixo de uma árvore, sempre de frente para o lago, sempre sozinho porém acompanhado. E lá, ele transformava seus amores impossíveis em melodías incríveis. Enquanto Gurí cantava, ele encantava quem por alí passava. Era inevitável, todos que podiam ouvir, ele cativava. Ele tinha o coração de todos, menos de quem Gurí amava. Porque o amor de Gurí não podía ouvir, então não se enfeitiçava.
Um dia naquele mesmo lugar, Gurí sentou com uma tristeza tão forte que nem conseguía chorar, apenas cantar! E ele cantou tão alto, tão alto, tão alto que alcançou o céu. Naquele momento o céu sentiu a dor de Gurí, e o céu começou a chorar por ele. O chôro do céu ganhou o nome de "chuva". E toda vez que chovía, Gurí sorría, lembrando da compaixão do céu. E até hoje quando o céu ouve o Gurí, ele chóra pra ver se o Gurí sorrí.
Ele costumava sentar embaixo de uma árvore, sempre de frente para o lago, sempre sozinho porém acompanhado. E lá, ele transformava seus amores impossíveis em melodías incríveis. Enquanto Gurí cantava, ele encantava quem por alí passava. Era inevitável, todos que podiam ouvir, ele cativava. Ele tinha o coração de todos, menos de quem Gurí amava. Porque o amor de Gurí não podía ouvir, então não se enfeitiçava.
Um dia naquele mesmo lugar, Gurí sentou com uma tristeza tão forte que nem conseguía chorar, apenas cantar! E ele cantou tão alto, tão alto, tão alto que alcançou o céu. Naquele momento o céu sentiu a dor de Gurí, e o céu começou a chorar por ele. O chôro do céu ganhou o nome de "chuva". E toda vez que chovía, Gurí sorría, lembrando da compaixão do céu. E até hoje quando o céu ouve o Gurí, ele chóra pra ver se o Gurí sorrí.
terça-feira, 26 de junho de 2012
Renascendo
Me fira, e descobrirá que sou feito de cor, onde de outros sairia sangue e rancor, de mim sairá amor, apenas amor.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Perder
Lá se foi de novo, quem me fez sorrir
Como num ciclo irônico de perda que torna a vir
É tão estranho não me acostumar
Já que é sempre assim, devia estancar
Simplesmente vai embora
Sem olhar pra trás, sem ver quem chora
Partindo pra um novo caminho
Partindo quem ficou sozinho
Mas onde se perde, também se ganha
Mesmo o vazio no espaço de quem ama
Deixa espaço pro que virá
Melhor deixar esfriar o lugar
História escrita e rabiscada
Num papel foi apagada
O que era branco nunca mais será, ficará os rancores
Dando novas cores, novos amores, novas dores, novas flores.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Tempo
Dê tempo ao tempo
Mesmo quando nada acontece, ele nunca estaciona
Dê tempo ao momento
É preciso crescer pra fortalecer
Dê tempo ao vento
Ele leva consigo mágoas guardadas há muito tempo
Dê tempo ao pensamento
E floresça o novo amanhecer
Dê tempo ao tempo
Esperar às vezes ainda é o melhor
Dê tempo ao momento
Sinta cada instante, isso é viver
Dê tempo ao vento
Ele traz à memória, lembranças que não devia esquecer
Dê tempo ao pensamento
Pra criar um novo jeito de ver
Tempo, só o tempo pode dizer
Tempo eu preciso de você
Mesmo quando nada acontece, ele nunca estaciona
Dê tempo ao momento
É preciso crescer pra fortalecer
Dê tempo ao vento
Ele leva consigo mágoas guardadas há muito tempo
Dê tempo ao pensamento
E floresça o novo amanhecer
Dê tempo ao tempo
Esperar às vezes ainda é o melhor
Dê tempo ao momento
Sinta cada instante, isso é viver
Dê tempo ao vento
Ele traz à memória, lembranças que não devia esquecer
Dê tempo ao pensamento
Pra criar um novo jeito de ver
Tempo, só o tempo pode dizer
Tempo eu preciso de você
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
A vida sempre surpreende
A vida sempre surpreende
Quando o que solta é o que me prende
Mesmo no choro põe sorriso na gente
Mesmo com a dor passando tão rente
A vida sempre surpreende
Acertando ou errando, se aprende
Deixando pra trás o que deixa doente
Trazendo pra frente o que faz contente
A vida sempre surpreende
Quem espera depois entende
Desapegar de si mesmo é o que rende
Valor que não se vende
A vida nunca mente, a vida sempre surpreende.
Quando o que solta é o que me prende
Mesmo no choro põe sorriso na gente
Mesmo com a dor passando tão rente
A vida sempre surpreende
Acertando ou errando, se aprende
Deixando pra trás o que deixa doente
Trazendo pra frente o que faz contente
A vida sempre surpreende
Quem espera depois entende
Desapegar de si mesmo é o que rende
Valor que não se vende
A vida nunca mente, a vida sempre surpreende.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Sem perder...
Ontem a lua chegou sem avisar, assim, de repente
Mas só tirei meus óculos escuros quando não podia mais enxergar
Ela queria que eu fosse dormir sorridente
Um sono profundo que me fizesse sonhar
Mas na escola onde ensino, sou aprendiz
A vida não é tão previsível, não pode ser planejada
Será possível ser tristemente feliz,
Já que em um minuto eu choro e no outro eu dou risada?
E quando meus medos e tristezas vieram me despertar
Olhei pra eles como quem está enjoado
Tratei logo de expulsar
Aquele pensamento magoado
Afinal, a lua subiu pra me embalar
Curiosa, sem me dar sentimentos tristonhos
Só quer que eu descanse sem pensar,
Sem perder o sono. Sem perder os sonhos.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
É preciso coragem
Se é preciso coragem para olhar o mundo como ele está,
É preciso muito mais coragem para olhar nos olhos do espelho e me encarar
Se é preciso coragem para esconder o que tem dentro,
É preciso muito mais coragem para imprimir sentimento
Se é preciso coragem para ser sincero e machucar,
É preciso muito mais coragem para ser verdadeiro e ainda assim amar
Se é preciso coragem para mostrar o que errou,
É preciso muito mais coragem para mostrar que perdoou
Se é preciso coragem para rejeitar,
É preciso muito mais coragem para aceitar
Pra tudo na vida, embora pareça bobagem,
Até pra ser covarde, é preciso um tanto de coragem.
É preciso muito mais coragem para olhar nos olhos do espelho e me encarar
Se é preciso coragem para esconder o que tem dentro,
É preciso muito mais coragem para imprimir sentimento
Se é preciso coragem para ser sincero e machucar,
É preciso muito mais coragem para ser verdadeiro e ainda assim amar
Se é preciso coragem para mostrar o que errou,
É preciso muito mais coragem para mostrar que perdoou
Se é preciso coragem para rejeitar,
É preciso muito mais coragem para aceitar
Pra tudo na vida, embora pareça bobagem,
Até pra ser covarde, é preciso um tanto de coragem.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Aqui dentro - lá fora
Eu olho pra fora pela janela da vida
E parece que tudo é tão mais vivo que aqui dentro
Me invade um ciúmes das situações dos outros
Ou pra eles é tudo melhor, ou mostram apenas o bom
Eu olho pra fora pela janela da ferida
E parece que tudo é tão mais são que o meu momento
Me invade um ciúmes das distrações dos loucos
Ou pra eles é tudo melhor, ou concentram-se apenas no tom
Mas enquanto olho pra fora, olham aqui pra dentro
Onde tudo parece se não são, pelo menos vivo
E lhes invade um ciúmes, vêem só o centro
Onde enxergam tudo melhor, ainda falta o restante do livro...
E parece que tudo é tão mais vivo que aqui dentro
Me invade um ciúmes das situações dos outros
Ou pra eles é tudo melhor, ou mostram apenas o bom
Eu olho pra fora pela janela da ferida
E parece que tudo é tão mais são que o meu momento
Me invade um ciúmes das distrações dos loucos
Ou pra eles é tudo melhor, ou concentram-se apenas no tom
Mas enquanto olho pra fora, olham aqui pra dentro
Onde tudo parece se não são, pelo menos vivo
E lhes invade um ciúmes, vêem só o centro
Onde enxergam tudo melhor, ainda falta o restante do livro...
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Despedida
Cada despedida de alguém
É um pedaço de mim que vai também
Afinal, encontramos um jeito ainda que estranho
De mesclarmos o que seria um ganho
Mas mesmo com tantos furtos,
Surtos e absurdos,
Me doaria até o fim
Até que não houvesse mais nada, enfim...
Porque eu nasci pra existir assim
E o dia que nada mais restar de mim
Ainda viverá quem me roubou
E mesmo tudo misturado, direi que ali estou
Então de alguma forma hei de continuar
Vivendo em algum lugar
E que através de meus pedaços
Que se criem novos laços
Onde um a um traga para os meus braços
Uma história com novos traços
Construindo-me novamente
Acrescentado, calejado, dormente
Colhendo da semente
O que ficou
Deixando-me maior do que quando me levou.
É um pedaço de mim que vai também
Afinal, encontramos um jeito ainda que estranho
De mesclarmos o que seria um ganho
Mas mesmo com tantos furtos,
Surtos e absurdos,
Me doaria até o fim
Até que não houvesse mais nada, enfim...
Porque eu nasci pra existir assim
E o dia que nada mais restar de mim
Ainda viverá quem me roubou
E mesmo tudo misturado, direi que ali estou
Então de alguma forma hei de continuar
Vivendo em algum lugar
E que através de meus pedaços
Que se criem novos laços
Onde um a um traga para os meus braços
Uma história com novos traços
Construindo-me novamente
Acrescentado, calejado, dormente
Colhendo da semente
O que ficou
Deixando-me maior do que quando me levou.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Ao Lado
Só fique ao lado.
Quando eu estiver com um nó na garganta
E minha paz não estiver tão branca
Só fique ao lado.
Quando me sentir sozinho mesmo cercado
Ou acreditar que não sou tão amado
Só fique ao lado.
Quando tudo em volta der volta
E não trouxer de volta o que me escolta
Só fique ao lado.
Quando eu me perder de mim
E talvez demorar pra encontrar o fim
Só fique ao lado.
Quando eu não quiser dizer nada
E em pensamento chorar a risada
Só fique ao lado.
Porque ao lado é onde eu entro
E quem fica ao meu lado, também fica dentro.
Quando eu estiver com um nó na garganta
E minha paz não estiver tão branca
Só fique ao lado.
Quando me sentir sozinho mesmo cercado
Ou acreditar que não sou tão amado
Só fique ao lado.
Quando tudo em volta der volta
E não trouxer de volta o que me escolta
Só fique ao lado.
Quando eu me perder de mim
E talvez demorar pra encontrar o fim
Só fique ao lado.
Quando eu não quiser dizer nada
E em pensamento chorar a risada
Só fique ao lado.
Porque ao lado é onde eu entro
E quem fica ao meu lado, também fica dentro.
terça-feira, 11 de maio de 2010
E se fosse só hoje?
E se amanhã não pudesse mais
alcançar as pessoas que são minhas?
E se eu não conseguisse mais dar um beijo no meu pai,
sentir o abraço forte da minha mãe,
contar coisas pro meu irmão?
E se de repente os amigos sumissem
e eu não mais pudesse sentir o apoio deles?
E se eu não me sentisse mais amado pelos que me cercam
por vontade própria, que cativei com atenção?
E se eu não pudesse mais cuidar e nem ser cuidado por ninguém?
Se eu não tivesse mais a opção de amar, ao invés de ferir?
Certamente, me sentiria morto.
Mas, como morto não sente, nem isso eu faria.
Então será que já estou vivendo morto?
Seria isso vida?
"Vida essa que passa tão depressa,
Suga-me aos poucos pra que eu grite para os loucos
Que ainda existe amor e mesmo que haja dor
Vale à pena continuar, alma pequena é ignorar
Aqueles que em pranto, já me cobriram como um manto
E se só hoje me restar, que eu saiba valorizar
Que meu fôlego seja pra extrair
O que há de melhor em mim,
E o que há de melhor em mim, que eu saiba dividir
Pra que meus dias sejam como só hoje
E hoje seja todos os meus dias."
alcançar as pessoas que são minhas?
E se eu não conseguisse mais dar um beijo no meu pai,
sentir o abraço forte da minha mãe,
contar coisas pro meu irmão?
E se de repente os amigos sumissem
e eu não mais pudesse sentir o apoio deles?
E se eu não me sentisse mais amado pelos que me cercam
por vontade própria, que cativei com atenção?
E se eu não pudesse mais cuidar e nem ser cuidado por ninguém?
Se eu não tivesse mais a opção de amar, ao invés de ferir?
Certamente, me sentiria morto.
Mas, como morto não sente, nem isso eu faria.
Então será que já estou vivendo morto?
Seria isso vida?
"Vida essa que passa tão depressa,
Suga-me aos poucos pra que eu grite para os loucos
Que ainda existe amor e mesmo que haja dor
Vale à pena continuar, alma pequena é ignorar
Aqueles que em pranto, já me cobriram como um manto
E se só hoje me restar, que eu saiba valorizar
Que meu fôlego seja pra extrair
O que há de melhor em mim,
E o que há de melhor em mim, que eu saiba dividir
Pra que meus dias sejam como só hoje
E hoje seja todos os meus dias."
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Singular
O mundo não é de um, o mundo não é de dois
Ele é de todos e como um todo, precisa pensar
Por mais independente que seja depois
Depender um pouco também é cuidar
Mas o que vira o cuidado quando há tanta cegueira?
Zelar só pra um, pros demais é lamento
Cuidado! Saia da beira!
O que hoje tanto ama, amanhã pode tornar seu tormento
Então retorne enquanto é momento
O amor existe pra viver como um elo
Vida singular é perda de tempo
E com o tempo perde também o que é realmente belo
O que ganha só com razão
Simplismente se desfaz
Porque limitando a emoção
Pouco. Bem pouco te traz!
Fuja do isolamento particular, ser único não é ser só
É ser mais
Todos juntos, amarrados em apenas um nó
Pluralmente e puramente um cais
Ele é de todos e como um todo, precisa pensar
Por mais independente que seja depois
Depender um pouco também é cuidar
Mas o que vira o cuidado quando há tanta cegueira?
Zelar só pra um, pros demais é lamento
Cuidado! Saia da beira!
O que hoje tanto ama, amanhã pode tornar seu tormento
Então retorne enquanto é momento
O amor existe pra viver como um elo
Vida singular é perda de tempo
E com o tempo perde também o que é realmente belo
O que ganha só com razão
Simplismente se desfaz
Porque limitando a emoção
Pouco. Bem pouco te traz!
Fuja do isolamento particular, ser único não é ser só
É ser mais
Todos juntos, amarrados em apenas um nó
Pluralmente e puramente um cais
sábado, 17 de abril de 2010
Desencontro
Nessa correria onde a vida empurra para um desesperador confronto,
Encontro quem quer provar que nada quer provar a ninguém.
Encontro apelos de mudos que falam pelos cotovelos.
Encontro cabeças bem intensionadas vegetativamente paralisadas.
Encontro amores que através de rancores gabam-se por hoje terem tantas cores.
Encontro vidas suicidas, que para sobreviver, criam feridas.
Encontro corajosas vontades que de tão covardes, camuflam as bondades.
Encontro forte apoio que nas costas, não passa de coio.
Encontro a cortina da verdade que se abre no espetáculo da falsidade.
Encontro... afronto...
Pronto. Eis o desencontro.
Encontro quem quer provar que nada quer provar a ninguém.
Encontro apelos de mudos que falam pelos cotovelos.
Encontro cabeças bem intensionadas vegetativamente paralisadas.
Encontro amores que através de rancores gabam-se por hoje terem tantas cores.
Encontro vidas suicidas, que para sobreviver, criam feridas.
Encontro corajosas vontades que de tão covardes, camuflam as bondades.
Encontro forte apoio que nas costas, não passa de coio.
Encontro a cortina da verdade que se abre no espetáculo da falsidade.
Encontro... afronto...
Pronto. Eis o desencontro.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Cada um pro seu mundo
Cada um pro seu mundo...
E se um dia quiser que ele seja maior, junte-o com o de alguém
E se um dia quiser que ele seja inesquecível, junte-o com quem você já tem
E se um dia quiser que ele seja melhor, junte-o com quem te faz bem
E se um dia quiser que ele seja inconfundível, junte-o com seus mundos passados também
Mas e se um dia quiser que ele seja o que ele sempre foi, sem mudar o quê e quem?
Cada um pro seu mundo! Porque o meu é mais alto e mais fundo!
E se um dia quiser que ele seja maior, junte-o com o de alguém
E se um dia quiser que ele seja inesquecível, junte-o com quem você já tem
E se um dia quiser que ele seja melhor, junte-o com quem te faz bem
E se um dia quiser que ele seja inconfundível, junte-o com seus mundos passados também
Mas e se um dia quiser que ele seja o que ele sempre foi, sem mudar o quê e quem?
Cada um pro seu mundo! Porque o meu é mais alto e mais fundo!
quinta-feira, 18 de março de 2010
Ainda posso respirar!
Eu estava quieto no meu canto
Onde até o meu canto só soprava
Cheio de esperança, a vida é tão gigante!
Tão gigante e traiçoeira, um dia trazia um pranto
No outro, me alegrava
Me abortando, Me renascendo, depende do instante
E é na estante da mente que coloco um tanto,
Quando sorria, quando amava
E isso era o meu calmante...
Por ser amante, me levanto
Sem olhar pro que me acorrentava
Concentrei-me na vontade borbulhante
Que tanto me encoraja e ao mesmo tempo causa espanto
E mesmo quando a prisão trava,
Existe algo cativante
Que hoje uso como manto
E apago o que me apertava
Afinal, a vida é minha, me dê o volante!
Você que foi assaltante até do meu ar
Tenho que lhe dizer:
Pode tentar!
Mesmo amarrando quase todo o meu "fazer",
Ainda posso respirar!
Somado com um pouco de querer,
Isso basta pra recomeçar.
Onde até o meu canto só soprava
Cheio de esperança, a vida é tão gigante!
Tão gigante e traiçoeira, um dia trazia um pranto
No outro, me alegrava
Me abortando, Me renascendo, depende do instante
E é na estante da mente que coloco um tanto,
Quando sorria, quando amava
E isso era o meu calmante...
Por ser amante, me levanto
Sem olhar pro que me acorrentava
Concentrei-me na vontade borbulhante
Que tanto me encoraja e ao mesmo tempo causa espanto
E mesmo quando a prisão trava,
Existe algo cativante
Que hoje uso como manto
E apago o que me apertava
Afinal, a vida é minha, me dê o volante!
Você que foi assaltante até do meu ar
Tenho que lhe dizer:
Pode tentar!
Mesmo amarrando quase todo o meu "fazer",
Ainda posso respirar!
Somado com um pouco de querer,
Isso basta pra recomeçar.
terça-feira, 16 de março de 2010
Fiel... até que a morte nos ampare
Se fingi, traí.
Se escondi, traí.
Se menti, traí.
Se amei, traí...
Fui sempre tão fiel aos outros, mas e à mim?
Grande foi o desgosto quando eu descobri
que não ao outro, mas a mim mesmo, abati.
No espelho tentei mentir pra mim desviando o olhar,
eu não podia me encarar.
Por um tempo consegui esconder de mim
Em algum lugar lá dentro, no escuro, lá no fim.
E com medo de arriscar, conseguia mentir até pro meu pensar,
Mas e ao pulsar, quem pode oprimir
Se o verdadeiro se faz cuspir
Pra um lugar onde só se pode despir?
A verdade gosta de se bronzear no sol
Pra depois se exibir, seja contra, ou seja em prol.
Até que um dia, cansado de me furtar, decidi
Não vou mais me trair.
Fielmente escrito na mente com Nanquim:
Agora sou fiel a mim!
Não alcancei o encontro, apenas o meu próprio,
Que embora esteja mais sóbrio,
Continua insano, desbocado e atrevido
Porque onde antes não havia existido,
Agora vive uma aliança entre "eu" e "comigo",
E que ninguém separe:
Fiel... até que a morte nos ampare!
Se escondi, traí.
Se menti, traí.
Se amei, traí...
Fui sempre tão fiel aos outros, mas e à mim?
Grande foi o desgosto quando eu descobri
que não ao outro, mas a mim mesmo, abati.
No espelho tentei mentir pra mim desviando o olhar,
eu não podia me encarar.
Por um tempo consegui esconder de mim
Em algum lugar lá dentro, no escuro, lá no fim.
E com medo de arriscar, conseguia mentir até pro meu pensar,
Mas e ao pulsar, quem pode oprimir
Se o verdadeiro se faz cuspir
Pra um lugar onde só se pode despir?
A verdade gosta de se bronzear no sol
Pra depois se exibir, seja contra, ou seja em prol.
Até que um dia, cansado de me furtar, decidi
Não vou mais me trair.
Fielmente escrito na mente com Nanquim:
Agora sou fiel a mim!
Não alcancei o encontro, apenas o meu próprio,
Que embora esteja mais sóbrio,
Continua insano, desbocado e atrevido
Porque onde antes não havia existido,
Agora vive uma aliança entre "eu" e "comigo",
E que ninguém separe:
Fiel... até que a morte nos ampare!
sábado, 13 de março de 2010
Palavras mudas
Quem fica ao lado quando o que você pensa não pode ser explicado? E quando o sentimento grita até ficar rouco, mas um grito abafado? E quem interpreta perfeitamente o papel da solidão se escondendo em qualquer vão encontrado no intervalo de quem está cansado?
Quem vive presente quando quem ama é ferido facilmente pela sobra do que não sente? Quem é o único que pode falar enquanto todos os demais se calam e sempre consegue aparentemente nada demonstrar?
"O silêncio fala também, o silêncio ensina desde neném,
O silêncio canta pro bem, o silêncio sopra...
ferida."
O que cala, também fala.
Enquanto isso, silêncio...
Quem vive presente quando quem ama é ferido facilmente pela sobra do que não sente? Quem é o único que pode falar enquanto todos os demais se calam e sempre consegue aparentemente nada demonstrar?
"O silêncio fala também, o silêncio ensina desde neném,
O silêncio canta pro bem, o silêncio sopra...
ferida."
O que cala, também fala.
Enquanto isso, silêncio...
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