quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Perder

Lá se foi de novo, quem me fez sorrir
Como num ciclo irônico de perda que torna a vir
É tão estranho não me acostumar
Já que é sempre assim, devia estancar

Simplesmente vai embora
Sem olhar pra trás, sem ver quem chora
Partindo pra um novo caminho
Partindo quem ficou sozinho

Mas onde se perde, também se ganha
Mesmo o vazio no espaço de quem ama
Deixa espaço pro que virá
Melhor deixar esfriar o lugar

História escrita e rabiscada
Num papel foi apagada
O que era branco nunca mais será, ficará os rancores
Dando novas cores, novos amores, novas dores, novas flores.

Um comentário:

  1. Esses papel nosso de cada dia: amassado, rasurado, esperando texto fresco.

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