O mundo não é de um, o mundo não é de dois
Ele é de todos e como um todo, precisa pensar
Por mais independente que seja depois
Depender um pouco também é cuidar
Mas o que vira o cuidado quando há tanta cegueira?
Zelar só pra um, pros demais é lamento
Cuidado! Saia da beira!
O que hoje tanto ama, amanhã pode tornar seu tormento
Então retorne enquanto é momento
O amor existe pra viver como um elo
Vida singular é perda de tempo
E com o tempo perde também o que é realmente belo
O que ganha só com razão
Simplismente se desfaz
Porque limitando a emoção
Pouco. Bem pouco te traz!
Fuja do isolamento particular, ser único não é ser só
É ser mais
Todos juntos, amarrados em apenas um nó
Pluralmente e puramente um cais
segunda-feira, 26 de abril de 2010
sábado, 17 de abril de 2010
Desencontro
Nessa correria onde a vida empurra para um desesperador confronto,
Encontro quem quer provar que nada quer provar a ninguém.
Encontro apelos de mudos que falam pelos cotovelos.
Encontro cabeças bem intensionadas vegetativamente paralisadas.
Encontro amores que através de rancores gabam-se por hoje terem tantas cores.
Encontro vidas suicidas, que para sobreviver, criam feridas.
Encontro corajosas vontades que de tão covardes, camuflam as bondades.
Encontro forte apoio que nas costas, não passa de coio.
Encontro a cortina da verdade que se abre no espetáculo da falsidade.
Encontro... afronto...
Pronto. Eis o desencontro.
Encontro quem quer provar que nada quer provar a ninguém.
Encontro apelos de mudos que falam pelos cotovelos.
Encontro cabeças bem intensionadas vegetativamente paralisadas.
Encontro amores que através de rancores gabam-se por hoje terem tantas cores.
Encontro vidas suicidas, que para sobreviver, criam feridas.
Encontro corajosas vontades que de tão covardes, camuflam as bondades.
Encontro forte apoio que nas costas, não passa de coio.
Encontro a cortina da verdade que se abre no espetáculo da falsidade.
Encontro... afronto...
Pronto. Eis o desencontro.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Cada um pro seu mundo
Cada um pro seu mundo...
E se um dia quiser que ele seja maior, junte-o com o de alguém
E se um dia quiser que ele seja inesquecível, junte-o com quem você já tem
E se um dia quiser que ele seja melhor, junte-o com quem te faz bem
E se um dia quiser que ele seja inconfundível, junte-o com seus mundos passados também
Mas e se um dia quiser que ele seja o que ele sempre foi, sem mudar o quê e quem?
Cada um pro seu mundo! Porque o meu é mais alto e mais fundo!
E se um dia quiser que ele seja maior, junte-o com o de alguém
E se um dia quiser que ele seja inesquecível, junte-o com quem você já tem
E se um dia quiser que ele seja melhor, junte-o com quem te faz bem
E se um dia quiser que ele seja inconfundível, junte-o com seus mundos passados também
Mas e se um dia quiser que ele seja o que ele sempre foi, sem mudar o quê e quem?
Cada um pro seu mundo! Porque o meu é mais alto e mais fundo!
quinta-feira, 18 de março de 2010
Ainda posso respirar!
Eu estava quieto no meu canto
Onde até o meu canto só soprava
Cheio de esperança, a vida é tão gigante!
Tão gigante e traiçoeira, um dia trazia um pranto
No outro, me alegrava
Me abortando, Me renascendo, depende do instante
E é na estante da mente que coloco um tanto,
Quando sorria, quando amava
E isso era o meu calmante...
Por ser amante, me levanto
Sem olhar pro que me acorrentava
Concentrei-me na vontade borbulhante
Que tanto me encoraja e ao mesmo tempo causa espanto
E mesmo quando a prisão trava,
Existe algo cativante
Que hoje uso como manto
E apago o que me apertava
Afinal, a vida é minha, me dê o volante!
Você que foi assaltante até do meu ar
Tenho que lhe dizer:
Pode tentar!
Mesmo amarrando quase todo o meu "fazer",
Ainda posso respirar!
Somado com um pouco de querer,
Isso basta pra recomeçar.
Onde até o meu canto só soprava
Cheio de esperança, a vida é tão gigante!
Tão gigante e traiçoeira, um dia trazia um pranto
No outro, me alegrava
Me abortando, Me renascendo, depende do instante
E é na estante da mente que coloco um tanto,
Quando sorria, quando amava
E isso era o meu calmante...
Por ser amante, me levanto
Sem olhar pro que me acorrentava
Concentrei-me na vontade borbulhante
Que tanto me encoraja e ao mesmo tempo causa espanto
E mesmo quando a prisão trava,
Existe algo cativante
Que hoje uso como manto
E apago o que me apertava
Afinal, a vida é minha, me dê o volante!
Você que foi assaltante até do meu ar
Tenho que lhe dizer:
Pode tentar!
Mesmo amarrando quase todo o meu "fazer",
Ainda posso respirar!
Somado com um pouco de querer,
Isso basta pra recomeçar.
terça-feira, 16 de março de 2010
Fiel... até que a morte nos ampare
Se fingi, traí.
Se escondi, traí.
Se menti, traí.
Se amei, traí...
Fui sempre tão fiel aos outros, mas e à mim?
Grande foi o desgosto quando eu descobri
que não ao outro, mas a mim mesmo, abati.
No espelho tentei mentir pra mim desviando o olhar,
eu não podia me encarar.
Por um tempo consegui esconder de mim
Em algum lugar lá dentro, no escuro, lá no fim.
E com medo de arriscar, conseguia mentir até pro meu pensar,
Mas e ao pulsar, quem pode oprimir
Se o verdadeiro se faz cuspir
Pra um lugar onde só se pode despir?
A verdade gosta de se bronzear no sol
Pra depois se exibir, seja contra, ou seja em prol.
Até que um dia, cansado de me furtar, decidi
Não vou mais me trair.
Fielmente escrito na mente com Nanquim:
Agora sou fiel a mim!
Não alcancei o encontro, apenas o meu próprio,
Que embora esteja mais sóbrio,
Continua insano, desbocado e atrevido
Porque onde antes não havia existido,
Agora vive uma aliança entre "eu" e "comigo",
E que ninguém separe:
Fiel... até que a morte nos ampare!
Se escondi, traí.
Se menti, traí.
Se amei, traí...
Fui sempre tão fiel aos outros, mas e à mim?
Grande foi o desgosto quando eu descobri
que não ao outro, mas a mim mesmo, abati.
No espelho tentei mentir pra mim desviando o olhar,
eu não podia me encarar.
Por um tempo consegui esconder de mim
Em algum lugar lá dentro, no escuro, lá no fim.
E com medo de arriscar, conseguia mentir até pro meu pensar,
Mas e ao pulsar, quem pode oprimir
Se o verdadeiro se faz cuspir
Pra um lugar onde só se pode despir?
A verdade gosta de se bronzear no sol
Pra depois se exibir, seja contra, ou seja em prol.
Até que um dia, cansado de me furtar, decidi
Não vou mais me trair.
Fielmente escrito na mente com Nanquim:
Agora sou fiel a mim!
Não alcancei o encontro, apenas o meu próprio,
Que embora esteja mais sóbrio,
Continua insano, desbocado e atrevido
Porque onde antes não havia existido,
Agora vive uma aliança entre "eu" e "comigo",
E que ninguém separe:
Fiel... até que a morte nos ampare!
sábado, 13 de março de 2010
Palavras mudas
Quem fica ao lado quando o que você pensa não pode ser explicado? E quando o sentimento grita até ficar rouco, mas um grito abafado? E quem interpreta perfeitamente o papel da solidão se escondendo em qualquer vão encontrado no intervalo de quem está cansado?
Quem vive presente quando quem ama é ferido facilmente pela sobra do que não sente? Quem é o único que pode falar enquanto todos os demais se calam e sempre consegue aparentemente nada demonstrar?
"O silêncio fala também, o silêncio ensina desde neném,
O silêncio canta pro bem, o silêncio sopra...
ferida."
O que cala, também fala.
Enquanto isso, silêncio...
Quem vive presente quando quem ama é ferido facilmente pela sobra do que não sente? Quem é o único que pode falar enquanto todos os demais se calam e sempre consegue aparentemente nada demonstrar?
"O silêncio fala também, o silêncio ensina desde neném,
O silêncio canta pro bem, o silêncio sopra...
ferida."
O que cala, também fala.
Enquanto isso, silêncio...
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