Se é preciso coragem para olhar o mundo como ele está,
É preciso muito mais coragem para olhar nos olhos do espelho e me encarar
Se é preciso coragem para esconder o que tem dentro,
É preciso muito mais coragem para imprimir sentimento
Se é preciso coragem para ser sincero e machucar,
É preciso muito mais coragem para ser verdadeiro e ainda assim amar
Se é preciso coragem para mostrar o que errou,
É preciso muito mais coragem para mostrar que perdoou
Se é preciso coragem para rejeitar,
É preciso muito mais coragem para aceitar
Pra tudo na vida, embora pareça bobagem,
Até pra ser covarde, é preciso um tanto de coragem.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Aqui dentro - lá fora
Eu olho pra fora pela janela da vida
E parece que tudo é tão mais vivo que aqui dentro
Me invade um ciúmes das situações dos outros
Ou pra eles é tudo melhor, ou mostram apenas o bom
Eu olho pra fora pela janela da ferida
E parece que tudo é tão mais são que o meu momento
Me invade um ciúmes das distrações dos loucos
Ou pra eles é tudo melhor, ou concentram-se apenas no tom
Mas enquanto olho pra fora, olham aqui pra dentro
Onde tudo parece se não são, pelo menos vivo
E lhes invade um ciúmes, vêem só o centro
Onde enxergam tudo melhor, ainda falta o restante do livro...
E parece que tudo é tão mais vivo que aqui dentro
Me invade um ciúmes das situações dos outros
Ou pra eles é tudo melhor, ou mostram apenas o bom
Eu olho pra fora pela janela da ferida
E parece que tudo é tão mais são que o meu momento
Me invade um ciúmes das distrações dos loucos
Ou pra eles é tudo melhor, ou concentram-se apenas no tom
Mas enquanto olho pra fora, olham aqui pra dentro
Onde tudo parece se não são, pelo menos vivo
E lhes invade um ciúmes, vêem só o centro
Onde enxergam tudo melhor, ainda falta o restante do livro...
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Despedida
Cada despedida de alguém
É um pedaço de mim que vai também
Afinal, encontramos um jeito ainda que estranho
De mesclarmos o que seria um ganho
Mas mesmo com tantos furtos,
Surtos e absurdos,
Me doaria até o fim
Até que não houvesse mais nada, enfim...
Porque eu nasci pra existir assim
E o dia que nada mais restar de mim
Ainda viverá quem me roubou
E mesmo tudo misturado, direi que ali estou
Então de alguma forma hei de continuar
Vivendo em algum lugar
E que através de meus pedaços
Que se criem novos laços
Onde um a um traga para os meus braços
Uma história com novos traços
Construindo-me novamente
Acrescentado, calejado, dormente
Colhendo da semente
O que ficou
Deixando-me maior do que quando me levou.
É um pedaço de mim que vai também
Afinal, encontramos um jeito ainda que estranho
De mesclarmos o que seria um ganho
Mas mesmo com tantos furtos,
Surtos e absurdos,
Me doaria até o fim
Até que não houvesse mais nada, enfim...
Porque eu nasci pra existir assim
E o dia que nada mais restar de mim
Ainda viverá quem me roubou
E mesmo tudo misturado, direi que ali estou
Então de alguma forma hei de continuar
Vivendo em algum lugar
E que através de meus pedaços
Que se criem novos laços
Onde um a um traga para os meus braços
Uma história com novos traços
Construindo-me novamente
Acrescentado, calejado, dormente
Colhendo da semente
O que ficou
Deixando-me maior do que quando me levou.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Ao Lado
Só fique ao lado.
Quando eu estiver com um nó na garganta
E minha paz não estiver tão branca
Só fique ao lado.
Quando me sentir sozinho mesmo cercado
Ou acreditar que não sou tão amado
Só fique ao lado.
Quando tudo em volta der volta
E não trouxer de volta o que me escolta
Só fique ao lado.
Quando eu me perder de mim
E talvez demorar pra encontrar o fim
Só fique ao lado.
Quando eu não quiser dizer nada
E em pensamento chorar a risada
Só fique ao lado.
Porque ao lado é onde eu entro
E quem fica ao meu lado, também fica dentro.
Quando eu estiver com um nó na garganta
E minha paz não estiver tão branca
Só fique ao lado.
Quando me sentir sozinho mesmo cercado
Ou acreditar que não sou tão amado
Só fique ao lado.
Quando tudo em volta der volta
E não trouxer de volta o que me escolta
Só fique ao lado.
Quando eu me perder de mim
E talvez demorar pra encontrar o fim
Só fique ao lado.
Quando eu não quiser dizer nada
E em pensamento chorar a risada
Só fique ao lado.
Porque ao lado é onde eu entro
E quem fica ao meu lado, também fica dentro.
terça-feira, 11 de maio de 2010
E se fosse só hoje?
E se amanhã não pudesse mais
alcançar as pessoas que são minhas?
E se eu não conseguisse mais dar um beijo no meu pai,
sentir o abraço forte da minha mãe,
contar coisas pro meu irmão?
E se de repente os amigos sumissem
e eu não mais pudesse sentir o apoio deles?
E se eu não me sentisse mais amado pelos que me cercam
por vontade própria, que cativei com atenção?
E se eu não pudesse mais cuidar e nem ser cuidado por ninguém?
Se eu não tivesse mais a opção de amar, ao invés de ferir?
Certamente, me sentiria morto.
Mas, como morto não sente, nem isso eu faria.
Então será que já estou vivendo morto?
Seria isso vida?
"Vida essa que passa tão depressa,
Suga-me aos poucos pra que eu grite para os loucos
Que ainda existe amor e mesmo que haja dor
Vale à pena continuar, alma pequena é ignorar
Aqueles que em pranto, já me cobriram como um manto
E se só hoje me restar, que eu saiba valorizar
Que meu fôlego seja pra extrair
O que há de melhor em mim,
E o que há de melhor em mim, que eu saiba dividir
Pra que meus dias sejam como só hoje
E hoje seja todos os meus dias."
alcançar as pessoas que são minhas?
E se eu não conseguisse mais dar um beijo no meu pai,
sentir o abraço forte da minha mãe,
contar coisas pro meu irmão?
E se de repente os amigos sumissem
e eu não mais pudesse sentir o apoio deles?
E se eu não me sentisse mais amado pelos que me cercam
por vontade própria, que cativei com atenção?
E se eu não pudesse mais cuidar e nem ser cuidado por ninguém?
Se eu não tivesse mais a opção de amar, ao invés de ferir?
Certamente, me sentiria morto.
Mas, como morto não sente, nem isso eu faria.
Então será que já estou vivendo morto?
Seria isso vida?
"Vida essa que passa tão depressa,
Suga-me aos poucos pra que eu grite para os loucos
Que ainda existe amor e mesmo que haja dor
Vale à pena continuar, alma pequena é ignorar
Aqueles que em pranto, já me cobriram como um manto
E se só hoje me restar, que eu saiba valorizar
Que meu fôlego seja pra extrair
O que há de melhor em mim,
E o que há de melhor em mim, que eu saiba dividir
Pra que meus dias sejam como só hoje
E hoje seja todos os meus dias."
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Singular
O mundo não é de um, o mundo não é de dois
Ele é de todos e como um todo, precisa pensar
Por mais independente que seja depois
Depender um pouco também é cuidar
Mas o que vira o cuidado quando há tanta cegueira?
Zelar só pra um, pros demais é lamento
Cuidado! Saia da beira!
O que hoje tanto ama, amanhã pode tornar seu tormento
Então retorne enquanto é momento
O amor existe pra viver como um elo
Vida singular é perda de tempo
E com o tempo perde também o que é realmente belo
O que ganha só com razão
Simplismente se desfaz
Porque limitando a emoção
Pouco. Bem pouco te traz!
Fuja do isolamento particular, ser único não é ser só
É ser mais
Todos juntos, amarrados em apenas um nó
Pluralmente e puramente um cais
Ele é de todos e como um todo, precisa pensar
Por mais independente que seja depois
Depender um pouco também é cuidar
Mas o que vira o cuidado quando há tanta cegueira?
Zelar só pra um, pros demais é lamento
Cuidado! Saia da beira!
O que hoje tanto ama, amanhã pode tornar seu tormento
Então retorne enquanto é momento
O amor existe pra viver como um elo
Vida singular é perda de tempo
E com o tempo perde também o que é realmente belo
O que ganha só com razão
Simplismente se desfaz
Porque limitando a emoção
Pouco. Bem pouco te traz!
Fuja do isolamento particular, ser único não é ser só
É ser mais
Todos juntos, amarrados em apenas um nó
Pluralmente e puramente um cais
sábado, 17 de abril de 2010
Desencontro
Nessa correria onde a vida empurra para um desesperador confronto,
Encontro quem quer provar que nada quer provar a ninguém.
Encontro apelos de mudos que falam pelos cotovelos.
Encontro cabeças bem intensionadas vegetativamente paralisadas.
Encontro amores que através de rancores gabam-se por hoje terem tantas cores.
Encontro vidas suicidas, que para sobreviver, criam feridas.
Encontro corajosas vontades que de tão covardes, camuflam as bondades.
Encontro forte apoio que nas costas, não passa de coio.
Encontro a cortina da verdade que se abre no espetáculo da falsidade.
Encontro... afronto...
Pronto. Eis o desencontro.
Encontro quem quer provar que nada quer provar a ninguém.
Encontro apelos de mudos que falam pelos cotovelos.
Encontro cabeças bem intensionadas vegetativamente paralisadas.
Encontro amores que através de rancores gabam-se por hoje terem tantas cores.
Encontro vidas suicidas, que para sobreviver, criam feridas.
Encontro corajosas vontades que de tão covardes, camuflam as bondades.
Encontro forte apoio que nas costas, não passa de coio.
Encontro a cortina da verdade que se abre no espetáculo da falsidade.
Encontro... afronto...
Pronto. Eis o desencontro.
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